quarta-feira, 13 de abril de 2016

Eleições diretas para reitores voltam a ser discutidas


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) voltou a discutir nesta quarta-feira (6) o PLS 379/2013, que trata sobre a atualização das regras referentes à escolha de dirigentes das instituições de ensino superior. A reunião foi conduzida por Cristovam Buarque (PPS-DF) e o projeto é relatado pelo próprio senador.

Cristovam deixou claro na abertura da audiência que encara a proposta exatamente como uma "reavaliação" das regras atuais, algo que percebe como "natural" uma vez que o atual sistema vige há cerca de 30 anos.

Para ele, o maior desafio não só do sistema universitário como da sociedade como um todo é buscar a inserção mais radical possível da universidade na democracia, uma vez que elas no seu entender "pertencem à comunidade". Para o senador, até mesmo a adoção do voto universal nas eleições para reitores, em vez de um modelo paritário ou proporcional, é algo que pode ser debatido neste momento.

A posição da UNE
Iago Montalvão, diretor de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), defendeu que a nova legislação estabeleça eleições "de fato diretas e paritárias" para reitores nas universidades. Para ele, no modelo atual não existe uma eleição na comunidade acadêmica envolvendo professores, funcionários e estudantes, mas apenas uma "consulta", o que a entidade vê como "um déficit de democracia".

— É estabelecida uma lista tríplice que é enviada ao poder Executivo, a quem cabe decidir. A existência dessa lista tríplice já deveria ter sido revogada — defendeu.

Montalvão admitiu que até hoje o Poder Executivo, em especial o governo federal, tem acatado a posição da comunidade universitária e escolhido como reitores os primeiros colocados nas listas, mas ainda assim a entidade defende o fim desse modelo.

— Ninguém sabe o que vem por aí, especialmente em uma quadra como a atual, em que há um evidente ataque ao Estado Democrático — acredita o representante da UNE.

A entidade quer que as eleições diretas para reitores, num modelo paritário, também sejam adotadas nas universidades e faculdades privadas. E que a nova lei também abra mais espaço para estudantes e funcionários técnico-administrativos nos Conselhos de gestão dentro de cada instituição.

Posições semelhantes foram as defendidas pelo representante da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), Antonio Alves Neto. Para ele, além de adotar regras mais democráticas nas eleições para reitores, o maior desafio do sistema universitário seria a modernização dos Estatutos internos em diversas instituições, muitas ainda convivendo no entender da entidade "com entulhos autoritários típicos da época do regime militar".

"Cinco Linhas"
Outro participante da audiência foi Alan Barbiero, secretário de planejamento e gestão de Palmas (TO) e ex-reitor da Universidade Federal de Tocantins. Ele defendeu a votação pelo Congresso Nacional de um novo regramento "sintético, de cinco linhas", que estabeleça princípios básicos mínimos nos processos de escolha e preserve ao máximo a autonomia universitária.

Ele também compartilha da visão de que o modelo atual de escolha dos reitores estaria "defasado" e provocando "transtornos" no funcionamento normal de diversas instituições, especialmente nas que são ligadas a governos estaduais e por vezes tem até o processo "judicializado".

— Isso tem que mudar o quanto antes, mas pra melhor. Precisamos de um modelo que induza a escolha de reitores preparados, conhecedores de administração, mas que principalmente entendam de fato de universidades e sejam politicamente hábeis — defende.

Ele também critica o fato da proposta inicial do PLS no seu entender "conceder total autonomia ao setor privado e prever regras mais restritas ao setor público" no que tange à escolha dos reitores.

— Isso vai contra a Constituição. E defendo uma legislação mais simples porque temos muitas realidades diferentes em nosso território, que se refletem também no sistema universitário — disse.

Barbiero também manifestou uma posição favorável à ampliação da participação de ex-alunos, movimentos sociais e setor privado nos Conselhos de gestão em cada universidade, por seu potencial "democratizante e de oxigenação".

Fonte: Correioweb

quarta-feira, 16 de março de 2016

Paul Erdos - UM GÊNIO DA MATEMÁTICA

Paul Erdős (em húngaro: Erdős Pál; Budapeste, 26 de março de 1913 — Varsóvia, 20 de setembro de 1996) foi um matemático húngaro, considerado um gênio.[1] [2] [3] [4] Extremamente prolífico e de notável excentricidade, publicou 1475 artigos, alguns de extrema importância, o que é um número superior a qualquer outro matemático na história, trabalhando com centenas de colaboradores.[5] Trabalhou em problemas deanálise combinatória, teoria dos grafos, teoria dos números, teoria dos conjuntos, análise matemática e teoria das probabilidades.[6]

Biografia

Paul Erdős nasceu na capital da Hungria, numa família de origem judaica, mas não praticante. Erdős era filho único. Os pais tiveram mais duas filhas, mas elas morreram de escarlatina (uma variante do sarampo) alguns dias antes de Paul nascer. Os pais eram professores de Matemática, e Erdős demonstrou desde cedo a aptidão para a atividade matemática; aos quatro anos conseguiu descobrir sozinho algumas propriedades dos números primos.
Em 1914, o pai, Lajos, foi capturado pelos russos num ataque às tropas do Império Austro-Húngaro, e passou seis anos na Sibéria como prisioneiro. A mãe, Anna, excessivamente protetora por causa da perda das filhas, manteve Paul longe da escola durante a maior parte dos primeiros anos e foi contratado um professor para o ensinar em casa. Em 1920 Lajos Erdős voltou do cativeiro e continuou a educação do filho em matemática e inglês.
Apesar das restrições que existiam na Hungria impedindo os Judeus de entrar na universidade, Erdős conseguiu entrar em 1930. Recebeu o doutoramento em 1934. Os sentimentos antissemitas eram comuns na Hungria da década de 1930, e teriam levado Paul a sair do país; foi fazer um pós-doutoramento emManchester, Inglaterra. Em 1938 aceitou uma posição académica em Princeton, Estados Unidos. Mas a administração considerou-o pouco convencional, e não lhe renovou o contrato. Foi por esta altura que Erdős começou o hábito de viajar de campus para campus que caracterizou a sua carreira[5] .
Um incidente digno de nota ocorreu em 1941, em Long Island, quando Erdős e outro matemático se envolveram numa discussão sobre uma questão da teoria matemática, e nenhum deles reparou que estavam perto de instalações militares. Foram presos por entrarem numa zona militar. Suspeito de espionagem, Erdős ficou com registo no FBI.
As contribuições de Erdős para a Matemática são numerosas e variadas. Mas não era um grande teórico; preferia resolver problemas. Acreditava que as sofisticadas teorias matemáticas não podem cobrir toda a matemática, e que há muitos problemas que não podem ser atacados por meio delas, mas que podem ser resolvidos por métodos elementares.[7] Os problemas que mais o atraiam eram problemas de análise combinatória, teoria dos grafos e teoria dos números. Não resolvia problemas de qualquer maneira, queria resolvê-los de uma forma simples e elegante. Para Erdős, a prova tinha que explicar por que o resultado é verdadeiro, e não ser apenas uma sequência de passos sem ajudar a entender o resultado.
Profissionalmente, Erdős é mais conhecido pela sua capacidade de resolver problemas extraordinariamente difíceis. O seu estilo característico consistia em resolver problemas de uma forma elegante e visionária. Recebeu o Prémio Cole da Sociedade Americana de Matemática em 1951 pelos seus muitos artigos emteoria dos números, e em particular pelo artigo "On a new method in elementary number theory which leads to an elementary proof of the prime number theorem", publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences em 1949.
No início da década de 1950, os investigadores do senador McCarthy descobriram que Erdős tinha uma ficha no FBI, e como ele não era cidadão norte americano foi impedido de permanecer nos Estados Unidos. Passou os 10 anos seguintes em Israel. No início da década de 1960 fez inúmeros pedidos para voltar aos Estados Unidos e foi finalmente autorizado em novembro de 1963.[5]
Nos 30 anos seguintes, Erdős ocupou oficialmente posições em várias universidades de Israel, Estados Unidos e Reino Unido. Essas posições eram apenas formais. Na realidade ele era um nómada sem objetivos definidos, viajando pelas universidades mais prestigiadas. Trabalhava obsessivamente, dormia 4 a 5 horas por dia e tomava anfetaminas para manter a capacidade de trabalho. A dada altura, um amigo desafiou-o a não tomar a droga durante um mês; ele queixou-se mais tarde que durante esse mês a sua produtividade baixara imensamente[5] .
O seu génio e prestígio garantiam-lhe uma recepção acolhedora onde quer que chegasse, e inevitavelmente acabava por escrever um artigo com um qualquer matemático que lhe apresentasse um problema interessante. Por isso, ele é provavelmente o matemático mais colaborativo de todos os tempos, com mais de 1500 artigos escritos em parceria. A comunidade de matemáticos que trabalhou com ele criou em sua honra o Número de Erdős.
Como raramente publicava sozinho, Erdös, mais do que qualquer outro, foi creditado por "tornar a Matemática uma atividade social". Entre seus colaboradores mais frequentes estão Yousef Alavi, Béla Bollobás, Fan Chung, Ralph Faudree, Ronald Graham, András Gyárfás, András Hajnal, Eric Milner, János Pach, Carl Pomerance, Richard Rado (Um dos co-autores do famoso Teorema de Erdős-Ko-Rado), Alfréd Rényi, Vojtěch Rödl, Cecil Clyde Rousseau, András Sárközy,Richard Schelp, Miki Simonovitz, Vera Sós, Joel Spencer, Endre Szemerédi, Pál Turán e Peter Winkler.
Erdős era uma fonte constante de aforismos: "Another roof, another proof" ("Um outro teto, uma outra demonstração", tradução livre), "Um matemático é uma máquina para transformar café em teoremas", "Não precisas de acreditar em Deus, mas precisas de acreditar no Livro" (uma referência a um livro divino hipotéticoque supostamente contém as demonstrações mais sucintas, elegantes e esclarecedoras para todas as afirmativas matemáticas). Erdős usava o termo "partir" para pessoas que tinham morrido, e o termo "morrer" para pessoas que tinham parado de fazer Matemática. Ele chamava as crianças de "épsilons" e gostava delas[5] .
Erdős recebeu muitos prémios, incluindo o Prêmio Wolf de Matemática de 1983. No entanto, devido ao seu estilo de vida, precisava de pouco dinheiro. Por isso ajudou estudantes talentosos e ofereceu prémios pela resolução de problemas propostos por ele[5] . Morreu em Varsóvia, Polónia a 20 de setembro de 1996[5] e foi sepultado no Cemitério judaico de Rákoskeresztúr.

Expressões

Expressões utilizadas comummente por Erdős[5] :
  • Capturado: Casado
  • CM: Contado como morto
  • DA: Descoberta Arqueológica
  • Épsilo: Criança
  • Escravos: Indivíduos do género masculino
  • Ir Embora: Morrer
  • Joe: União Soviética
  • Libertado: Divorciado
  • LM: Legalmente Morto
  • Morrer: Deixar de fazer matemática
  • MV: Morto Vivo
  • Patrões: Indivíduos do género feminino
  • PGV: Pobre Grande Velho
  • Pregar: Dar uma palestra sobre matemática
  • Quando é que chegou?: Quando é que nasceu?
  • Quando é que a infelicidade do nascimento o surpreendeu?: Quando é que nasceu?
  • Recapturado: Casado em segundas núpcias
  • Ruído: Música
  • Sam: Estados Unidos
  • Situados num comprimento de onda curta: fascistas
  • Situados num comprimento de onda longo: Comunistas
  • SF: Supremo Fascista, representando Deus. Citações onde se pode encontrar a expressão: "O SF criou-nos para se divertir com o nosso sofrimento"; "Quanto mais cedo morrermos, mais cedo lhe estragamos os planos".
  • Veneno: Álcool

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Tabela periódica ganha quatro novos elementos e completa sétima fileira


Quatro elementos químicos, produzidos artificialmente na última década, ganharam o reconhecimento oficial da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e passam a fazer parte da tabela periódica. Agora, a sétima fileira está completa. Os elementos 113, 115, 116 e 118 ainda não têm nome. O primeiro será nomeado por um grupo de cientistas japoneses do Instituto Riken; os outros, por um consórcio de químicos americanos e russos.

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O elemento 113 foi criado por esse grupo de japoneses em três ocasiões entre 2004 e 2012, com o uso de aceleradores de partículas. Os instrumentos fazem elementos menores colidirem e causam a fusão deles. No entanto, esses átomos só sobrevivem por frações de segundo. Esses são os primeiros elementos novos da tabela desde 2011.

Fonte: Correioweb

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Galeria digital disponibiliza mais de 25 mil imagens para download gratuito


As imagens das obras de Ginevra de' Benci" de Da Vinci, "Self-Portrait" e "Gogh Roses", de Van


As obras de arte revelam o estilo, as referências e a personalidade dos moradores e, se usadas como itens de decoração inspiram, atraem olhares e deixam qualquer ambiente elegante e encantador. No entanto, comprar uma obra assinada por um artista renomado requer alguns - muitos - milhões na conta. O "Nafea faa ipoipo", quadro pintado pelo francês Paul Gauguin, por exemplo, foi vendido recentemente por 300 milhões de dólares, aproximadamente.
Mas existem outras maneiras de ter um quadro famoso na sala. Parte das obras de nomes importantes do universo artístico está disponível para download gratuito e em alta resolução no repositório digital National Gallery of Art (Galeria de Arte Nacional), que fica em Washington, nos Estados Unidos.
Reprodução



O acervo conta com 25 mil imagens, entre as quais figuram obras como "Ginevra de' Benci" de Da Vinci, "Self-Portrait" e "Gogh Roses", de Van Gogh. Para pesquisar, o usuário deve procurar por categorias, nome e autor do título ou da obra. Para baixar, é só escolher a imagem desejada e clicar na seta indicada. A resolução das imagens chega até 3000 mil pixels.Gogh podem ser baixadas em alta resolução.

Fonte: http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Azar? Lixo espacial desconhecido cairá na Terra na Sexta-Feira 13!

ReproduçãoReprodução

Que o Universo reserva surpresas que nós mal sonhamos que existam, todos sabemos. E que a Terra pode ser “alvo” de uma dessas surpresas, também. E se combinarmos tudo isso com a supersticiosa Sexta-Feira 13?

Pois é o que vai ocorrer ao final dessa semana. Uma equipe de especialistas conseguiu fazer uma previsão na qual sabe-se a hora e o local exato que a Terra será atingida por um pedaço de lixo espacial — que é conhecido como WT1190F.

E, de acordo com a equipe que realizou a pesquisa, a data está bastante próxima: trata-se da próxima sexta-feira, que cairá no dia 13. O choque causa comoção na comunidade científica por se tratar de um dos poucos objetos espaciais cujo impacto não pode ser medido.

O pedaço de lixo espacial tem sido monitorado desde 2012 e, desde então, sua origem, tal qual sua formação, é desconhecida. Por conta disso, desde a época em questão que a Nasa busca formas de calcular melhor pelo menos o local do impacto.

E depois de muito trabalho uma equipe liderada por Bill Gray, pesquisador de Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, descobriu horário e local da queda. Na próxima sexta-feira, 13, o lixo cairá a 65 quilômetros do sul do Sri Lanka. A queda ocorrerá por volta das 4:20 (horário de Brasília) e, esperam os especialistas, não causará maiores traumas.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incr%C3%ADvel/azar--lixo-espacial-desconhecido-cair%C3%A1-na-terra-na-sexta-feira-13-140924736.html